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Sobre este encontro

Arquitetura e Base de Conhecimento do Agente · Prof. Afonso

Objetivo de aprendizagem

Ao final do encontro, o participante deve ser capaz de decompor um processo corporativo em agentes especializados, declarar o papel e o contrato de comunicação de cada um, desenhar a política de roteamento que orquestra a execução do conjunto e inventariar a base de conhecimento que os alimenta, apontando o que nela já serve de evidência citável e o que precisa ser construído antes do primeiro agente.

Estratégia do encontro

Treinamento de uma manhã em quatro blocos, aberto pelo retrato dos treze projetos da turma. Cada bloco alterna exposição dialogada e aplicação ao projeto que o participante declarou no diagnóstico prévio: a exposição estabelece o critério de decisão e a aplicação o exercita sobre o caso próprio, com duas ou três devolutivas em voz alta ao final. Os exemplos usam os casos declarados — auditoria de conta em Recebíveis e giro de leitos em Operações. O material de apoio detalha as tabelas de critério, o contrato de mensagem, os quatro roteiros de aplicação e o checklist de desenho.

Estrutura do encontro

  1. 08:30 – 09:00 · Welcome coffee.
  2. 09:00 – 10:00 · Bloco 1 — Decomposição de problemas e arquiteturas multiagentes: retrato dos projetos, limite do agente único, critério de transição, topologias, gargalos e divisão modular; aplicação ao próprio projeto (15 min).
  3. 10:00 – 11:00 · Bloco 2 — Especialização de papéis e comunicação inter-agentes: personas restritas, contrato de mensagem, memória, aceite do handoff e contenção de loops; aplicação (20 min).
  4. 11:00 – 11:15 · Intervalo.
  5. 11:15 – 12:00 · Bloco 3 — Roteamento e orquestração: lógica do orquestrador, saídas parciais, arbitragem, falha e retomada, tempo e custo; aplicação (14 min).
  6. 12:00 – 13:00 · Bloco 4 — Arquitetura e base de conhecimento: estado do dado, curadoria, ingestão e recuperação, citação, atualização e dono; inventário da própria base (20 min) e checklist.

1 · Como ler este material

O encontro ocupa a manhã inteira, das nove à uma, em quatro blocos precedidos pelo welcome coffee. Este material registra o que foi exposto e acrescenta o detalhamento que não cabe em tela de projeção: as tabelas de critério, os exemplos de contrato de mensagem, os roteiros de aplicação e as perguntas de verificação de cada etapa.

A leitura foi escrita para ser aplicada a um projeto concreto. Cada bloco reserva os minutos finais à aplicação ao caso que o participante declarou no diagnóstico, e o roteiro correspondente está registrado ao fim da seção — 4.6, 5.6, 6.6 e 7.6. Percorridos os quatro, o desenho da arquitetura e o inventário da base estão definidos em suas decisões principais.

Sobre os exemplos. Os exemplos partem dos casos declarados no diagnóstico prévio da turma e percorrem dois fluxos: a auditoria de uma conta hospitalar, do lado de Recebíveis, e o registro de tempos do giro de leitos, do lado de Operações. O primeiro reúne evidência espalhada em sistemas distintos, decisão com consequência contratual e necessidade de rastro auditável; o segundo, extração de informação a partir de texto sem estrutura. Ambos são descritos em forma genérica, para discussão, e não reproduzem processo, sistema ou dado real de qualquer instituição.

2 · Os projetos desta turma

Treze participantes responderam ao diagnóstico prévio entre 20 e 25 de agosto de 2026, um por projeto em curso. Sete projetos tratam de Operações Hospitalares, cinco de Recebíveis e um abrange os dois temas. Dez estão em implementação, em piloto ou em acompanhamento posterior à implantação, e a autoavaliação de andamento tem média de 3,9 em escala de cinco pontos.

Quanto ao uso de inteligência artificial no projeto, sete declaram uso eventual, cinco declaram uso frequente e um ainda não utiliza. Sete classificam a oportunidade de aplicação como alta, com caso de uso já definido, e seis como média, ainda a explorar. Nenhum projeto está na partida: a decisão em pauta é onde inserir um agente em fluxo que já opera.

As dificuldades apontadas — até três por participante — concentram-se em cinco categorias, e cada uma corresponde a uma decisão de desenho tratada neste material:

Dificuldade declarada Menções Onde é tratada
Qualidade e estrutura dos dados8 de 13Seções 7.1 e 7.2 — o que o dado precisa ter para servir de evidência citável.
Dependência de tecnologia e sistemas6 de 13Seções 6.1 e 6.5 — roteamento que encerra o caso quando a evidência não está acessível, e política de retomada.
Dependência de outras áreas6 de 13Seções 5.2, 5.3 e 5.5 — contrato de mensagem, critério de aceite do handoff e o que atravessa a fronteira.
Complexidade do processo5 de 13Seções 4.1 a 4.5 — decomposição, escolha de topologia, divisão modular e exemplo trabalhado.
Engajamento das pessoas envolvidas4 de 13Seções 5.4 e 6.2 — parcial declarado e decisão que permanece com a pessoa responsável.

Entre as razões pelas quais uma ideia de aplicação de IA não chegou a ser implementada, sete respostas citam falta de conhecimento técnico e três citam não saber como estruturar a solução. São as duas a que este material se dirige.

Fora do escopo. Três projetos pedem previsão — tempo cirúrgico, tendência de ocupação e prazo de entrada de nota fiscal. Previsão é modelo estatístico ajustado sobre série histórica: o agente consome a previsão como entrada em vez de produzi-la. A escolha de plataforma segue a governança da instituição e também não é objeto deste material, que trata das decisões de desenho.

3 · O limite do agente único

Um agente único resolve bem uma tarefa delimitada. A dificuldade aparece quando ele passa a acumular responsabilidades: o prompt cresce para cobrir cada caso novo, o contexto acumula histórico que já não é pertinente à etapa corrente, e as regras acrescentadas em momentos diferentes começam a se contradizer.

O efeito mais custoso é a perda de fronteira. Quando a saída está errada, não há etapa à qual atribuir a falha, porque não existe ponto intermediário de verificação — apenas o resultado final. Sem fronteira não há medição por etapa; sem medição por etapa, cada alteração no prompt é uma aposta cujo efeito não se sabe isolar.

Decompor o problema tem por objetivo restituir três propriedades: fronteira, para que cada etapa tenha entrada e saída declaradas; verificação, para que a passagem entre etapas possa ser conferida; e pertinência do contexto, para que cada agente receba o que a sua etapa exige e nada além disso.

A decomposição, porém, tem custo: mais chamadas, mais latência acumulada e mais superfície de erro nas passagens. O Bloco 1 trata de quando esse custo se justifica.

4 · Bloco 1 · Decomposição de problemas e arquiteturas multiagentes · 09:00 – 10:00

O objetivo do bloco é fragmentar um desafio corporativo complexo em subprocessos especializados e atribuir responsabilidades a agentes que trabalham em rede.

4.1 · Quando transicionar de single-agent para multi-agent

A transição se justifica quando pelo menos um destes sinais está presente:

E não se justifica quando o que falta é instrução clara — dividir não corrige requisito ambíguo —, quando as etapas compartilham quase todo o contexto e o handoff apenas recopia informação, quando a divisão serve para organizar código em vez de separar decisões, ou quando não existe critério objetivo para afirmar que a etapa terminou bem.

Teste de uma frase. Enquanto o critério de aceite da etapa não puder ser escrito, ela permanece um trecho de instrução dentro de outro agente.

4.2 · Quatro modelos de arquitetura

A topologia determina quem se comunica com quem. Com isso, determina também onde é possível verificar e por onde a falha se propaga.

Modelo Como funciona Quando usar Limite
Sequencial Etapas em ordem fixa; a saída de uma é a entrada da seguinte. Processo estável, com ordem conhecida de antemão. A etapa mais lenta determina o tempo total, e uma etapa que falha interrompe a cadeia.
Hierárquica Um orquestrador decide quem atua em cada passo e consolida o resultado. O caminho depende da entrada; há necessidade de auditoria centralizada. O orquestrador concentra o gargalo e é ponto único de falha.
Colaborativa Agentes trabalham sobre um estado compartilhado, revisando o trabalho uns dos outros. Problemas abertos, em que o confronto de versões melhora o resultado. Propensa a loop e a divergência quando não há árbitro nem critério de parada.
Rede Cada agente aciona diretamente aquele de que precisa, sem intermediário. Domínios amplos e pouco previsíveis, em que centralizar limitaria a escala. O caminho de execução é difícil de reconstruir depois, o que dificulta auditoria.
Regra de escolha. Adote a topologia mais restrita que resolve o caso. Sequencial quando a ordem é conhecida; hierárquica quando a ordem depende da entrada; colaborativa e rede apenas quando a revisão mútua ou a amplitude do domínio exigirem, por serem as mais custosas de auditar.

4.3 · Mapeamento de gargalos em fluxos complexos

O agente entra onde o processo hoje espera, retrabalha ou depende de uma pessoa para interpretar. Localizar esses pontos precede o desenho da arquitetura, e o levantamento se faz sobre o fluxo praticado, não sobre o fluxo documentado — os dois divergem com frequência.

  1. Levante as etapas como ocorrem. Entrada, decisão e saída de cada etapa, com o responsável e o sistema envolvido.
  2. Meça espera, retrabalho e volume. Tempo em fila, proporção de casos devolvidos para correção e quantidade de casos por dia. Sem essas três medidas não há como priorizar.
  3. Classifique a natureza da etapa. Regra determinística, julgamento sobre texto ou consulta a várias fontes. A primeira dispensa agente; as outras duas são candidatas.
  4. Verifique a evidência disponível. Uma etapa só é automatizável se o dado necessário existir em forma consultável e se houver como conferir o resultado produzido.
Exemplo de trabalho, do lado de Recebíveis. Em um fluxo de auditoria de contas hospitalares, a etapa de maior espera costuma ser a reunião de evidências: prontuário, tabela contratual e protocolo clínico residem em sistemas distintos. Trata-se de consulta a várias fontes com resultado verificável — candidata natural ao primeiro agente. A decisão de glosar, que tem consequência contratual, permanece com o auditor: o agente instrui a decisão e não a substitui.
Exemplo de trabalho, do lado de Operações. No controle do giro de leitos, os horários e os motivos de atraso são registrados em conversa de grupo e transcritos à mão para a planilha que alimenta os indicadores. A etapa é de julgamento sobre texto, com volume diário e resultado conferível contra a própria mensagem de origem — outra candidata ao primeiro agente. A decisão de liberar ou reservar o leito permanece com a equipe.

4.4 · Divisão do escopo em tarefas modulares

Uma tarefa é modular quando pode ser executada, verificada e substituída sem alterar as vizinhas. No exemplo da auditoria, o fluxo se divide em quatro etapas: coletar os documentos do caso com registro de origem; extrair os campos estruturados com citação da procedência de cada um; confrontar os campos com a regra aplicável, apontando divergências; e redigir o parecer com divergência, evidência e regra citada.

São três os indicadores de modularidade: entrada e saída declaradas em formato fixo, critério de aceite verificável por terceiro, e ausência de dependência do estado interno da etapa anterior. Cada etapa deve ser testada com casos típicos, casos de borda e um caso para o qual não exista resposta possível — este último verifica se a etapa sabe declarar que não sabe.

Sinais de divisão errada. A etapa precisa reler tudo o que a anterior já leu; duas etapas alteram o mesmo campo; a verificação de uma etapa só é possível ao final do fluxo. Qualquer um dos três indica que a fronteira foi traçada no lugar errado.
Aplicação ao seu projeto. Escreva o fluxo atual em etapas com entrada, decisão e saída. Marque, para cada uma, se é regra determinística, julgamento sobre texto ou consulta a várias fontes. A pergunta a responder: qual etapa acumula mais espera e tem resultado verificável?

4.5 · Exemplo trabalhado: da conta hospitalar a quatro etapas

O caso de auditoria declarado nesta turma reúne, num único fluxo de prompt, a leitura do prontuário, o confronto com a tabela contratual e a redação da conclusão. Aplicados os critérios de 4.1 a 4.4, ele se decompõe em quatro etapas, cada uma com critério de aceite próprio:

Etapa O que faz Critério de aceite
1 · Reunir a evidênciaLocaliza prontuário, tabela contratual e protocolo do caso e os entrega com o endereço de origem.Os três documentos presentes, ou o motivo da ausência declarado.
2 · Extrair os itensConverte a conta em lista de itens cobrados, com código, quantidade e valor unitário.A soma dos itens extraídos iguala o total da conta.
3 · Confrontar com a regraCompara cada item com a tabela contratual e com o registro clínico correspondente.Todo item classificado como devido, indevido ou inconclusivo, com a cláusula citada.
4 · Redigir a conclusãoConsolida a proposta de glosa e o texto que a justifica, item a item.Cada valor proposto remete a um item já classificado.

Das quatro etapas, apenas a terceira exige julgamento; as demais são recuperação, conversão e redação. A distinção importa porque determina onde investir verificação: a etapa de julgamento é a que precisa de revisão por terceiro e de conjunto de casos com resposta conhecida, e as outras três se verificam por conferência aritmética ou por presença de campo.

A decisão permanece com a pessoa. O sistema entrega a classificação com a evidência citada; glosar ou não é decisão do auditor. Essa fronteira precisa estar declarada no desenho, e não deduzida do uso.

4.6 · Roteiro de aplicação · 09:40 – 09:55

Quinze minutos sobre o processo do próprio projeto, ao final do Bloco 1:

  1. Escreva o fluxo como ele ocorre hoje — 5 min. Entrada, decisão e saída de cada etapa, com quem executa e em que sistema. Registre o praticado, não o documentado.
  2. Meça espera, retrabalho e volume — 3 min. Tempo em fila, proporção de casos que voltam para correção e casos por dia. Estimativa declarada como estimativa já serve para priorizar.
  3. Classifique cada etapa — 4 min. Regra determinística, julgamento sobre texto ou consulta a várias fontes. A primeira não precisa de agente.
  4. Escolha a topologia e marque a primeira etapa — 3 min. A mais restrita que resolve o caso, com a razão da escolha em uma linha.
Critério de pronto. Uma etapa nomeada como candidata ao primeiro agente; o critério de aceite dela escrito em uma frase; a topologia escolhida com a razão declarada; e a evidência de que a etapa precisa, com a indicação de onde ela está hoje.

5 · Bloco 2 · Especialização de papéis e comunicação inter-agentes · 10:00 – 11:00

O objetivo do bloco é definir perfis específicos para cada agente e estruturar os protocolos de troca de dados entre eles.

5.1 · Personas com responsabilidade restrita

Um papel se define por três declarações: o que o agente entrega, quais ferramentas alcança e o que lhe é vedado. A terceira é a que sustenta a arquitetura, e é a que costuma ficar implícita.

P

Pesquisador

  • Entrega: trechos pertinentes, com fonte e localização.
  • Alcança: busca na base de conhecimento e nos repositórios de documento.
  • Vedado: concluir, recomendar ou redigir parecer.
A

Analista

  • Entrega: conclusão derivada dos trechos recebidos.
  • Alcança: cálculo e consulta às regras aplicáveis.
  • Vedado: buscar evidência nova para sustentar conclusão já formada.
R

Revisor

  • Entrega: aprovação ou lista de correções exigidas.
  • Alcança: a saída do analista e o critério de aceite.
  • Vedado: reescrever a análise em vez de devolvê-la.
Au

Auditor

  • Entrega: registro do que foi decidido, por quem e com que evidência.
  • Alcança: o histórico completo da execução.
  • Vedado: alterar qualquer resultado.

A restrição cumpre função técnica. Um agente que pode buscar evidência e concluir na mesma etapa tende a procurar aquilo que confirma a conclusão já formada, e o resultado deixa de ser verificável — a evidência apresentada foi selecionada pela conclusão. Separar quem levanta de quem conclui preserva a verificação. Quando há dado pessoal ou clínico envolvido, a mesma separação é o que mantém cada agente no menor privilégio necessário à sua etapa.

5.2 · Formato de dados para troca de mensagens

Texto livre entre agentes transfere ambiguidade: o destinatário precisa interpretar antes de executar, e a interpretação varia entre execuções. Um contrato explícito permite validar a mensagem na borda, antes de processá-la.

Os campos mínimos são: emissor e destinatário identificados pelo papel e não pelo modelo; tarefa e caso, que dizem o que fazer e sobre o quê; carga em estrutura fixa; evidência, com a origem de cada afirmação; confiança e pendências, declarando o que ficou incerto; e rastro, com as etapas percorridas e as tentativas realizadas.

// contrato de mensagem — pesquisador → analista
{
  "emissor": "pesquisador",
  "destinatario": "analista",
  "tarefa": "confrontar_item_com_regra",
  "caso_id": "2026-0917-4471",
  "carga": {
    "item": "material de síntese X",
    "quantidade_cobrada": 4,
    "regra_aplicavel": "tabela contratual §12.3"
  },
  "evidencia": [
    { "fonte": "prontuario/2026-0917", "local": "p. 14" },
    { "fonte": "contrato/2025-v3",      "local": "§12.3" }
  ],
  "confianca": 0.82,
  "pendencias": ["protocolo clínico não localizado"],
  "rastro": { "etapa": 2, "tentativa": 1 }
}

A validação ocorre na entrada do agente destinatário, contra o esquema declarado. Mensagem inválida retorna ao emissor com o motivo e não entra em execução. O campo de pendências merece atenção particular: é ele que permite ao orquestrador decidir o próximo passo sem reler o histórico completo do caso.

5.3 · Critérios de aceite para handoff de tarefas

O handoff é a fronteira em que a qualidade pode ser medida. Sem critério declarado, o erro de uma etapa se torna premissa da seguinte, e o defeito só aparece no resultado final, quando já não é possível localizar sua origem.

Handoff Aceita quando Devolve quando Verificação
Coletor → Pesquisador Todos os documentos exigidos pelo tipo de caso estão presentes e legíveis. Falta documento obrigatório, ou a origem não é identificável. Lista de documentos por tipo de caso.
Pesquisador → Analista Cada trecho traz fonte e localização, e o conjunto cobre a pergunta feita. Há afirmação sem fonte, ou a pergunta ficou sem cobertura. Toda afirmação tem evidência associada.
Analista → Revisor A conclusão cita a regra e os trechos que a sustentam. A conclusão extrapola a evidência recebida. Conclusão derivável apenas do que foi entregue.
Revisor → Saída As correções foram aplicadas e o parecer está completo. Persiste divergência entre analista e revisor. Segunda leitura sobre o critério de aceite.
Assimetria útil. Aceitar é decisão do destinatário, não do emissor. O agente que recebe é quem confere o critério, e é ele quem devolve, com o motivo registrado. Essa assimetria é o que impede que uma etapa declare a si mesma satisfatória.

5.4 · Prevenção de loops infinitos e desalinhamentos

Dois agentes que se corrigem mutuamente sem critério de parada consomem orçamento sem convergir. As causas mais frequentes são quatro: critério de aceite ausente, de modo que o revisor sempre encontra o que corrigir porque nada define o suficiente; ida e volta simétrica, em que nenhuma das partes tem autoridade para encerrar; objetivo reinterpretado a cada passagem, deslocando o alvo; e pendência circular, em que cada agente aguarda um dado que o outro só produz depois.

As defesas são de desenho, e não de instrução:

Encerramento com parcial declarado. Encerrar com o que foi apurado e a pendência registrada permite que a pessoa retome de onde o sistema parou. O loop silencioso consome orçamento e não deixa nada aproveitável.
Aplicação ao seu projeto. Para a etapa escolhida no Bloco 1, escreva o critério de aceite em uma frase e o contrato da mensagem que ela entrega. A pergunta a responder: quem verifica esse critério, e o que acontece quando a verificação falha três vezes seguidas?

5.5 · Memória e contexto entre agentes

Dividir o trabalho e em seguida repassar todo o histórico adiante reintroduz, na fronteira entre agentes, o problema de contexto que a divisão veio resolver. Quatro tipos de memória convivem, e cada um tem alcance próprio:

Tipo O que guarda Quem alcança Consequência de não separar
Do casoIdentificador, entradas e decisões já tomadas neste atendimento.Todos os agentes da execução, em leitura.Sem ela, a etapa seguinte repete a pergunta já respondida.
Da tarefaRascunhos e passos intermediários da etapa corrente.Apenas o agente que executa a etapa.Vazando adiante, o raciocínio descartado retorna como se fosse conclusão.
De conhecimentoNorma, contrato, procedimento e histórico de decisão.Recuperação por endereço, filtrada por papel.Copiada por inteiro para o contexto, dilui o que a etapa exige.
De registroO que cada agente recebeu, devolveu e em quanto tempo.Fora da execução: auditoria e revisão.Sem ela, a falha é constatada e não é atribuída a etapa alguma.
Regra de fronteira. O handoff carrega o resultado e a evidência que o sustenta, não a conversa que o produziu. Quando a etapa seguinte precisa do histórico inteiro para decidir, a divisão entre as duas foi feita no lugar errado.

5.6 · Roteiro de aplicação · 10:35 – 10:55

Vinte minutos sobre a decomposição escrita no Bloco 1:

  1. Nomeie de três a cinco papéis — 5 min. Um por etapa. Duas etapas com critérios de qualidade distintos exigem dois papéis separados.
  2. Escreva a ficha de cada papel — 7 min. O que entrega, que fontes e ferramentas alcança e o que lhe é vedado. O vedado é a parte que costuma faltar.
  3. Especifique o contrato entre dois papéis vizinhos — 5 min. Campos obrigatórios, tipo de cada um e o campo que carrega a evidência, com um exemplo preenchido.
  4. Defina o aceite e a devolução — 3 min. Que condição faz a tarefa ser aceita, e para onde ela volta, com que motivo, quando não for.
Critério de pronto. De três a cinco papéis nomeados com o vedado declarado; um contrato de mensagem com exemplo preenchido; a condição de aceite e o destino da devolução; e o limite de iterações antes de o caso ir para a pessoa responsável.

6 · Bloco 3 · Roteamento inteligente e orquestração de fluxos agênticos · 11:15 – 12:00

O objetivo do bloco é fazer o agente orquestrador decidir dinamicamente qual agente acionar em cada etapa, a partir do que já foi produzido.

6.1 · Lógica do agente orquestrador

O orquestrador decide o próximo passo a partir do estado do caso, e não de uma sequência fixa escrita de antemão. Sua operação tem quatro momentos: lê o estado — o que já foi apurado, o que está pendente e quais tentativas falharam — em vez do histórico integral; classifica o caso por tipo, complexidade e criticidade, porque caso simples e frequente segue rota curta enquanto caso crítico exige revisão e auditoria; escolhe o papel pela pendência declarada, já que falta de evidência chama o pesquisador, falta de conclusão chama o analista e conclusão não verificada chama o revisor; e registra a decisão com o motivo, sem o que o comportamento do sistema não é reconstruível nem a falha de roteamento é corrigível.

Política antes de modelo. Boa parte do roteamento é regra determinística: tipo de caso, valor, presença de documento obrigatório. Essas regras devem estar em código, por serem mais baratas, mais rápidas e testáveis. Reserve a decisão do modelo para o que exige julgamento sobre texto, quando a pendência não é classificável por regra.

6.2 · Avaliação de desempenho e das saídas parciais

Medir apenas o resultado final impede localizar a etapa responsável pelo erro. Cada handoff é uma oportunidade de medição. Por etapa, acompanhe a proporção de saídas aceitas na primeira tentativa, o número de afirmações sem evidência associada, as iterações consumidas até o aceite, e o tempo e custo por execução. Por fluxo, acompanhe os casos concluídos sem intervenção humana, os encerrados como parcial declarado, a divergência entre o parecer do sistema e a decisão final da pessoa, e o custo por caso concluído.

A verificação se faz por três meios complementares: um conjunto fixo de casos com resposta conhecida, executado a cada alteração; uma amostra revisada por especialista em intervalo regular; e a comparação entre versões do prompt de cada papel.

Condição de partida. O conjunto de casos com resposta conhecida precisa existir antes de o primeiro agente entrar em operação. Sem ele, toda alteração posterior no sistema é uma aposta sem medição, e a discussão sobre qualidade se resolve por impressão.

6.3 · Tratamento de conflitos e divergências

Dois agentes competentes podem chegar a conclusões opostas sobre o mesmo caso. A forma de arbitrar precisa ser decidida no desenho, não durante a execução. As origens da divergência determinam o tratamento:

Os mecanismos correspondentes são a precedência declarada — em conflito entre conformidade e custo, a conformidade prevalece por definição do desenho —, um terceiro árbitro com acesso à evidência de ambos e autoridade para encerrar, o encaminhamento humano obrigatório acima de um limite de valor ou de criticidade clínica, e o registro do conflito, pois divergência recorrente indica regra ambígua a corrigir na origem.

Concordância entre agentes não constitui verificação. Agentes que compartilham a mesma base e o mesmo modelo tendem a concordar pelos mesmos motivos, inclusive quando estão errados. A divergência resolve-se pela conferência da evidência citada por cada um.

6.4 · Otimização de tempo e custo de execução

Cada agente acrescenta uma chamada, e o desenho decide quantas são necessárias e quais podem ocorrer simultaneamente. Para reduzir chamadas: rota curta para o caso simples e frequente, com revisão apenas por amostragem; regra determinística onde ela é suficiente; reaproveitamento de resultado já apurado para o mesmo caso; e encerramento antecipado quando a evidência necessária não existe. Para reduzir tempo: execução em paralelo das etapas sem dependência entre si; modelo dimensionado ao papel, já que extração estruturada e redação de parecer não exigem a mesma capacidade; contexto restrito ao que a etapa precisa; e orçamento por caso, com resultado parcial declarado ao ser atingido.

Ordem de otimização. Estabeleça primeiro a qualidade medida e reduza custo depois. Otimizar antes de medir produz um sistema barato cuja taxa de erro é desconhecida — e, em contexto assistencial, o custo do erro não é comparável ao custo da chamada.
Aplicação ao seu projeto. Escreva a política de roteamento da sua etapa separando o que é regra determinística do que exige julgamento. A pergunta a responder: qual é o orçamento máximo de tempo e de chamadas por caso, e o que o sistema entrega quando o alcança?

6.5 · Falha e retomada

A política de retomada é parte do desenho do roteamento, e não ajuste posterior de operação. Duas decisões a compõem.

Repetição segura. Repetir uma etapa só é seguro quando executá-la duas vezes produz o mesmo efeito que executá-la uma vez. A etapa que apenas lê e conclui satisfaz a condição; a que grava, envia ou aprova, não. Identifique o caso por chave estável, registre o que já foi concluído sob essa chave, marque as etapas com efeito externo e habilite a repetição automática apenas onde a condição se verifica.

Estado do caso. O caso interrompido precisa saber onde parou. Sem estado registrado, a retomada reinicia do começo e reprocessa o que já custou tempo e chamada. Registre a etapa concluída e o resultado que ela entregou, retome do ponto seguinte e declare o prazo depois do qual o caso interrompido vai para a fila humana.

Política mínima a declarar: quantas tentativas por etapa, qual o intervalo entre elas, o que acontece ao esgotá-las e quem recebe o caso nesse momento. Sem o último item, a etapa que falha em silêncio produz caso perdido, e a descoberta se dá pela reclamação da área.

6.6 · Roteiro de aplicação · 11:43 – 11:57

Quatorze minutos sobre os papéis declarados no Bloco 2:

  1. Liste as decisões de caminho — 4 min. Todo ponto em que o fluxo pode seguir por mais de uma direção, com a condição que as separa.
  2. Separe regra de julgamento — 4 min. O que se decide por condição escrita fica em código; ao modelo resta o que exige interpretação de texto.
  3. Escreva a condição de encerramento sem resposta — 3 min. Quando a evidência necessária não está acessível, o caso encerra com motivo declarado e destino definido.
  4. Defina limites de tempo e de tentativa — 3 min. Prazo por etapa, número de tentativas e quem recebe o caso ao esgotá-las.
Critério de pronto. As decisões de caminho listadas e separadas entre regra e julgamento; a condição de encerramento sem resposta escrita; prazo, tentativas e destino da escalada declarados; e os casos de teste com resposta conhecida que serão usados antes de operar.

7 · Bloco 4 · Arquitetura e base de conhecimento do agente · 12:00 – 13:00

Os três blocos anteriores convergem para a base de conhecimento. Ela é o que permite ao pesquisador citar fonte e localização, o que dá ao analista a regra aplicável, e o que transforma a decisão humana sobre um caso ambíguo em critério disponível para os casos seguintes. Qualidade e estrutura dos dados é a dificuldade mais citada no diagnóstico desta turma — oito das treze respostas —, e é a esta seção que a dificuldade corresponde.

Três propriedades tornam a base utilizável por um sistema multiagente:

7.1 · O estado em que o dado se encontra hoje

Antes das três propriedades vem o estado do dado, que decide qual etapa é automatizável e o que precisa ser feito antes:

Estado do dado Como aparece nos projetos O que exige antes de virar entrada Etapa que o resolve
Disperso O documento existe, e a sua localização não é conhecida com precisão. Inventário por origem, com endereço e responsável declarados. Coleta com registro de procedência.
Sem texto Documento digitalizado como imagem, sem camada de texto. Reconhecimento de texto, com conferência por amostra antes do uso. Extração para campo estruturado.
Não estruturado Horário, motivo e justificativa registrados em conversa ou em campo livre. Esquema de saída declarado antes da extração, com campo para o que não se aplica. Extração com citação da mensagem de origem.
Volumoso Base histórica extensa, hoje consultada por inteiro a cada análise. Recorte por caso e recuperação por endereço, em lugar de leitura integral. Busca dirigida, com o trecho recuperado citado na saída.
Ordem de precedência. Quando o dado necessário à etapa não é recuperável com endereço, a primeira entrega do projeto passa a ser o inventário e a estruturação dessa fonte. Um agente construído sobre base incompleta reproduz a limitação da base, e o esforço de desenho da arquitetura não a corrige.

7.2 · Fontes, curadoria e o que fica de fora

Base construída por acumulação responde com o que encontra primeiro. A curadoria é o que separa conteúdo vigente de conteúdo apenas existente, e ela se declara antes da primeira carga.

Fontes elegíveis: norma e política interna vigentes; contrato e tabela de preço em vigor; procedimento operacional publicado; e histórico de decisão sobre caso ambíguo, com a justificativa registrada. Esta última é a fonte que nenhuma outra organização possui, e a que mais depende de ser construída deliberadamente.

Critérios de admissão:

O que fica de fora por decisão: rascunho e versão superada que ninguém retirou de circulação; cópia sem procedência, cuja origem não pode ser reconstruída; dado pessoal que a etapa não exige para concluir; e conteúdo sem dono, pelo qual ninguém responde.

Fora do escopo desta discussão. Plataforma, licença e ferramenta não entram aqui: o treinamento se dá no ambiente Microsoft homologado pela Rede D'Or, e essa é uma decisão da instituição. O que se decide nesta seção é o desenho — que conteúdo entra, com que recorte, sob que permissão e com que responsável.

7.3 · Da fonte ao trecho recuperável

Quatro passos separam o arquivo que existe hoje do trecho que o agente consegue citar:

  1. Inventário com procedência. Cada fonte com endereço, formato, dono e data da última revisão. O inventário precede qualquer carga, e é ele que revela a fonte que ninguém mantém.
  2. Conversão e limpeza. Imagem vira texto, com conferência por amostra. Cabeçalho repetido, rodapé e numeração saem do corpo do conteúdo, porque competem com ele na recuperação.
  3. Recorte com metadados. O recorte segue a unidade de sentido do documento — cláusula, item de tabela, procedimento — e carrega origem, versão e permissão.
  4. Recuperação dirigida. A consulta filtra por permissão e por vigência antes de ordenar por semelhança, e devolve o endereço junto do trecho.
Por que não recortar por tamanho fixo. O recorte por número de caracteres parte a cláusula ao meio: metade da regra é recuperada e a condição que a limita permanece no trecho seguinte. A resposta soa completa e está errada, e o erro não aparece na leitura — só na conferência contra o documento.

Antes de operar, monte de vinte a trinta perguntas com resposta conhecida e meça quantas a recuperação atende trazendo o trecho correto. Sem essa medida, a qualidade da base permanece matéria de opinião, e a primeira divergência com a área vira discussão sem critério.

7.4 · Citação e rastreabilidade

A citação é o que permite à pessoa responsável conferir em segundos, em vez de refazer o trabalho do agente. Uma resposta acompanhada do endereço da fonte é auditável; a mesma resposta sem esse endereço exige refazer a consulta para ser conferida:

Sem procedência Com endereço
“O item não é coberto pelo contrato e deve ser glosado.” “Item não coberto — Contrato 4.812, cláusula 7.3, versão de 12/03/2026, com o trecho recuperado anexo.”
Quem confere precisa localizar a cláusula por conta própria; erro e acerto são indistinguíveis sem refazer a consulta. A conferência se resume a abrir a cláusula citada, e a revisão do contrato muda a resposta de forma visível.

Registre, a cada resposta: a pergunta recebida; os trechos recuperados com endereço; a versão da base consultada; a resposta produzida; quem consultou e quando; e a decisão humana que se seguiu. Esse registro sustenta a auditoria posterior e alimenta a revisão da própria base.

7.5 · Atualização, versionamento e dono

Conteúdo desatualizado produz resposta plausível apoiada em regra já revogada, sem sinalizar falha alguma. Quatro práticas sustentam o ciclo de vida da base:

Prática O que declarar O que ela evita
Dono por domínioA área que responde pelo conteúdo de cada fonte, nominalmente.Conteúdo que ninguém revisa porque a responsabilidade nunca foi atribuída.
Cadência de revisãoDe quanto em quanto tempo cada fonte é reconferida, e o que dispara revisão fora do prazo.Tabela de preço vencida respondendo como se estivesse em vigor.
VersionamentoA versão vigente na data, preservando a anterior enquanto houver caso apoiado nela.Reabrir caso decidido e não conseguir reconstruir a regra que valia.
Retorno da decisãoO caso ambíguo decidido pela pessoa volta à base como critério consultável, com a justificativa.A mesma dúvida escalando à pessoa responsável indefinidamente.
Consequência de desenho. A base registra o que a organização já decidiu, e o ciclo se fecha quando a arbitragem de um caso ambíguo passa a integrá-la como regra consultável. É a parte do conhecimento que não estava escrita em lugar nenhum, e a única que o sistema não tem como obter de fora.

7.6 · Roteiro de aplicação · 12:35 – 12:55

Vinte minutos preenchendo, para a etapa escolhida no Bloco 1, o inventário da base:

Fonte que a etapa consulta Onde está hoje Formato Dono Estado e o que falta antes de virar entrada
     
     
     
  1. 7 min — liste as fontes que a etapa consulta, uma por linha, e localize cada uma.
  2. 7 min — classifique o estado de cada fonte pelo quadro de 7.1 e escreva o que falta em cada caso.
  3. 6 min — aponte a fonte sem dono declarado e escreva quem deveria respondê-la.
Critério de pronto. A etapa escolhida no Bloco 1 só é executável quando toda linha da tabela tem endereço, dono e estado declarados. Linha sem dono é a primeira conversa a marcar na volta, antes de qualquer escrita de agente.

8 · Checklist de desenho

Doze verificações que decidem se a arquitetura se sustenta quando o volume de casos crescer.

Dimensão Verificação
DecomposiçãoO gargalo foi medido em espera, retrabalho e volume.
Cada etapa tem entrada, saída e critério de aceite escritos.
A topologia escolhida é a mais restrita que resolve o caso.
Papéis e comunicaçãoCada papel declara o que entrega, o que alcança e o que lhe é vedado.
As mensagens seguem esquema validado na entrada de cada agente.
Existe limite de iterações, com destino definido ao ser atingido.
OrquestraçãoO roteamento determinístico está em código, e o modelo decide apenas o que exige julgamento.
Há conjunto de casos com resposta conhecida antes da entrada em operação.
A precedência entre objetivos em conflito está declarada.
Base de conhecimentoToda fonte que a etapa consulta tem endereço, formato e dono declarados.
A resposta devolve o trecho de origem, e a ausência de trecho é declarada como ausência.
Cada fonte tem periodicidade de revisão e responsável por executá-la.
Próximo passo. Escolha uma etapa que hoje espera pela reunião de evidências — em Recebíveis, o levantamento que antecede a decisão de glosa ou de cobrança; em Operações, o registro transcrito à mão de conversa, folha ou planilha. Escreva o critério de aceite dessa etapa em uma frase, verifique em qual estado da tabela da seção 7.1 está o dado que ela consome e defina o contrato da mensagem que ela entrega. Essa etapa é o primeiro agente, e o critério de aceite é o que permite verificar se ele funciona.

9 · Glossário

TermoDefinição adotada neste material
AgenteUnidade de execução com papel declarado, ferramentas delimitadas e critério de aceite próprio.
Orquestrador (router, manager)Agente que decide qual papel acionar em cada passo, a partir do estado do caso, e registra o motivo da decisão.
HandoffPassagem de tarefa entre agentes, sujeita a critério de aceite verificado pelo destinatário.
Contrato de mensagemEsquema que declara os campos obrigatórios da troca entre agentes e permite validação antes do processamento.
Parcial declaradoEncerramento da execução com o que foi apurado e as pendências registradas, quando o orçamento do caso se esgota.
Menor privilégioConcessão a cada agente apenas dos acessos exigidos pela sua etapa.
Base de conhecimentoAcervo consultável de normas, contratos, protocolos e decisões registradas, endereçável por fonte e localização.
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